Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

All or nothing THE SUBWAYS


Pra quem assim como eu adorou o trabalho de estréia dessa banda que para mim esta entre as melhores devido a energia do som aposto que estava louco por cd novo certo?E ele veio e se chama “All or nothing”, o cd na minha opinião é bem mais maduro e com músicas que se alternam entre melodias agressivas e outras nem tanto.

Confesso que antes de escutar o cd novo eu fiquei meio preocupada com o destino da banda sabe como é o cd de estréia sempre faz bastante sucesso já o segundo as vezes nem tanto mas o All or nothing vem pelo lado oposto dessa teoria, o cd é repleto de sucessos como Girls & Boys que é bem a cara da banda um som mais pesado e com a mistura do vocal feminino com o masculino, já Move to Newlyn é leve e com uma melodia fofa. A faixa título “All or Nothing tem melodias bastante dançantes uma delicia.

Enfim o cd ta ótimo e bem regado entre melodias leves e outras nem tanto,vale cola lá no myspace deles e escuta e ver a evolução da banda.
O cd esta disponível para baixar no link :

Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

the ting tings



The Ting Tings é uma banda inglesa composta por 2 membros: Jules De Martino (bateria,guitarra e vocais ) e Katie White (vocais,guitarras e bumbo). A banda foi formada em 2006, e faz um som que mistura eletro,pop indie.Seu primeiro cd que saiu em maio de 2008 chama We Started Nothing e chego logo na primeira semana de lançamento ao primeiro lugar das paradas britânicas
conferi ai os links e escute o som pq é otimoooooooooo







Volteiiiii

Bom depois de um tempinho sem aparece por aqui,aqui estou de volta com bastante novidade

tanto na vida pessoal quanto na vida musical rsssss.

Bom na vida pessoal a novidade é que agora sou uma senhorita de 19 anos e casada,uma coisa que eu diria que dificil porem deliciosa,mas isso fica pra outro post.Bom vamo lá pra música que é o pq do blog certo?!


Quem ja ouviu fala da Sueca Likke Li que com sua música um tanto excentrica e com uma voz doce tem disparado nas paradas gringas.Likke Li também trabalha seu CD de estréia, Youth Novels com músicas para lá de diferentes onde mistura varios elementos,dexando tudo com uma cara indie cool.


Conferi tudo ai nos videos


=)
http://www.youtube.com/watch?v=mUC0ezAlHwE

Volteiiiii

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Entrevista banda Manacá



O blog submusica entrevistou a Manacá,banda do Rio de Janeiro que mistura musica brasileira com arte e poesia.
Conferi ai

1-Vamo lá !Como se juntaram?
Luiz César: Eu conheci a Letícia através de um amigo em comum, tínhamos uma banda cover de Rock n Roll em geral. Em pouco tempo começamos a sentir necessidade de ter um trabalho autoral. Letícia tinha algumas músicas, eu outras... Convidamos o Baiano que era amigo dela desde a adolescência e a partir daí tudo foi acontecendo.

2-Como surgiu a idéia de misturar folclore e rock n’roll?
Luiz César: Na verdade não foi uma idéia, foi um “acidente”. A Letícia cursava Produção Cultural na UFF e começou a ter envolvimento com a cultura popular brasileira, então as letras já chegavam com essa cara. Na mesma época eu estava estudando choro, escutando muita coisa fora do universo do rock que foi o que cresci ouvindo... Foi tudo muito natural, não foi algo conceitual do tipo; “vamos fazer uma banda que misture temáticas do folclore com o rock”. Também temos muita influência de música cigana, leste europeu... Enfim, é bem variado.

3-Qual a principal característica, se existir, de ter um vocal feminino?
Luiz César: Olha, de existir um vocal feminino em si não vejo uma característica em especial, vejo na Letícia, na forma que ela interpreta as canções no palco, a performance teatral, a forma que ela lida com todo aquele universo hipnotiza as pessoas.Acho que isso é um grande diferencial no Manacá.

4-É complicado fazer essa mistura, onde vocês procuram inspiração, qual a fonte que vocês bebem para compor?
Luiz César: a inspiração surge de diversos pontos, mas o populário brasileiro em especial acredito que seja a maior fonte; o sagrado,as raízes o sincretismo,tudo isso é tentado, na medida do possível, ser trazido para o universo do Manacá e consequentemente para o nosso público.

5-Por que as musicas do Manacá tem tanta energia, essa intensidade nasce sozinha, vocês pensam nela enquanto produzem uma musica?
Luiz César: Todas essas temáticas e manifestações nas quais nos inspiramos já têm essa intensidade, além disso, os arranjos, timbres etc. acabam criando um universo místico bastante característico. Não vejo como algo muito pensado, acho que este universo te induz a criar de uma forma intensa, acaba sendo tudo muito natural.

6-Se vocês pudessem classificar o estilo do Manacá, qual seria ele, vocês se preocupam com rótulos?
Luiz César: Não, a necessidade dos rótulos é para quem trabalha com produtos, nós tentamos trabalhar com arte, por mais que ela vá se tornar um produto. Deixamos essa preocupação para quem ganha a vida com ela. Essa necessidade de fato existe, de te associar a algo, já ouvimos coisas muito engraçadas como Rock Armorial e Rock Folclórico. Vai entender. (risos)

7-Vocês se dizem influenciados por diversas bandas como: Queens of the Stone, Incubus, Os Novos Baianos, Cordel do Fogo Encantado, Cake, The Mars Volta e The Hellacopters, mais como vocês conseguem ser tão originais?
Luiz César: Influência todos nós temos diversas, escutamos muitas coisas diferentes, estas que citamos são alguns pontos comuns entre alguns ou todos os membros da banda, mas temos a sorte de na hora de juntarmos a musicalidade e as influências de cada um, conseguirmos criar algo interessante e peculiar.

8-Bandas com estilo similar são taxadas como “bandas Cult”, e essa tribo impõem muita pressão em bandas assim, esperando sempre algo inovador, vocês sentem isso, isso ajuda ou atrapalha?
Luiz César: Não, não nos sentimos pressionados até o momento, pois é tudo muito novo... Entendo o que você diz e posso inclusive identificar estas bandas, acho isso bacana por um lado, pois muitas destas bandas são realmente legais, mas acho que essa denominação traz uma carga pejorativa que me lembra o blasé, que nós do Manacá até mesmo pelas condições e universo em que fomos criados não poderíamos participar deste seguimento.

9-Como é lidar com tantos elogios recebidos pelo trabalho de vocês, como vocês lidam com o ego depois de frases como: 'A última Flor do Lácio', 'Poesia popular eletrificada'?
Luiz César: Ficamos lisonjeados,quando começamos ficamos um pouco tensos,sobre se as pessoas entenderiam e se iriam gostar do que estávamos nos propondo a mostrar, depois com uma série de aprovações e de pessoas que realmente admiramos se proporem a trabalhar conosco, a autoconfiança realmente vai aumentando, mas quando você compreende que você trabalha para a arte, e que nada é maior do que isso, você põe as coisas no lugar. Devemos nos preocupar em nos mantermos fazendo o que amamos, é clichê barato, mas é por ai... Tesão é tudo.

10-Bandas como o Los Hermanos, O Teatro Mágico, Cordel do Fogo Encantado, tem em comum, cada um com o seu estilo, a mistura de elementos de nossa cultura popular com suas musicas, vocês gostam dessas bandas, conhecem mais algumas no Underground?
Luiz César: Nós todos gostamos muito do Cordel do Fogo Encantado.

11-Vocês acham que o Rock moderno está um pouco monótono e com elementos clichês?
Luiz César: O que estamos acostumados a ver na mídia sim, mas basta darmos uma olhada com atenção, especialmente na internet para acharmos coisas fantásticas.Minhas descobertas destes últimos tempos que recomendaria são Gogol Bordello e Beirut. Se abrirmos também o leque e sairmos do rock as opções são ainda muito mais animadoras.

12-Vocês gostam de ler, estão lendo algum livro, se sim, qual, recomendam algum?
Luiz César: No momento estou relendo “Dom Casmurro”, eu tenho pegado gosto pela leitura de uns tempos pra cá, Letícia lê muito, deve estar lendo uns três no momento. Eu recomendo Lavoura Arcaica de (Raduan Nassar). Identifiquei-me muito com este livro.

13-Pra uma pessoa que não conhece muito da cultura popular brasileira, por onde vocês recomendam ele começar?
Luiz César: Mario de Andrade, Câmara Cascudo, Ariano Suassuna e por ai vai...

14-Como é estar em uma gravadora de grande renome?Acha que o som pode mudar por causa disso?
Tem sido ótimo, ouvíamos muito falar de diversas lendas dos monstros das gravadoras, enfim, até agora escolhemos o produtor do nosso disco, os responsáveis pela arte e vídeo clipe, tudo isso sem nenhuma intervenção, temos uma ótima relação com todos, o Paulo Junqueiro e Marcelo Castelo Branco que são as pessoas que tivemos maior contato e também os que têm cuidado mais de nossos interesses tem se demonstrado muito sensíveis e dedicados a somar pra um trabalho artístico de qualidade, compreendem muito bem o diferencial do Manacá e a importância de um trabalho sólido de todas as partes. Não temos do que reclamar.

15-Novidades?Shows, CD... enfim
Bom, terminamos as gravações do nosso CD de estréia que sairá pela EMI Music muito em breve, ele foi produzido pelo Mário Caldato, que é um dos maiores produtores do mundo, já trabalhou com Bjork, Beastie Boys, Blur, Beck, Nação Zumbi, Marisa Monte, Jack Johnson e vários outros, esta lindo. Estamos também terminando as reuniões de vídeo clipe, arte e etc. que também virá ao nível da produção do disco. Em Maio já devemos ter alguma coisa na praça.

Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Momento... Poesia, com a Cecis!

O blog Submusica tem o prazer de postar duas poesias de uma garota fenomenal, não é por ser minha amiga que to dizendo isso, mais ela tem um puta talento, é linda e inteligente, não, não quero come-la e por isso to puxando o saco dela (que alias ela não tem), eu só gostei muito do que li, e mais ainda por conhecê-la e saber o grande ser humano que essa menina é, ta ai, elas são antigas, época que o Brasil era tetra, o dólar era alto e FHC presidente, ou o ano de 2001, faz tanto tempo não, aqui esta:

E a vida recomeça

Em minha vida

Caminhos que não tracei

Em meus caminhos

Pessoas que não deixei

Entre as pessoas

Promessas que não cumprirei

Em minhas promessas

Palavras que não falei

Em minhas palavras

Mentiras que afirmei

Em minhas mentiras

Amores que simulei

Entre meus amores

Você, que inventei

____________________________________________
Se aos seus

Se não tivestes partido,

Se não tivesse traído,

Se seu amor não tivesse morrido,

Se não tivestes me desiludido,

Se eu não tivesse sofrido,

Se minha vida tivesse sentido,

Se seu olhar não fosse bulido,

Se seus braços não tivessem caído,

Se seu coração tivesse sentido,

Saberias como eu te amaria.


Autora: Cecília Rocha Zacharias

Quarta-feira, 26 de Março de 2008

o show do Tickets em Curitiba!

O dia 23 de março foi o dia em que pela primeira vez (e que espero serem muitas outras vezes) a banda paulista The Tickets tocou em Curitiba/PR, após o sempre competente show da banda curitibana Os Cacofônicos, o Tickets começou seu show, por volta das 01:30 do domingo, a banda que conheci por um acaso e que me cativou pelo rock autentico e de ótima qualidade (preste atenção nesse superlativo, ele se repetira e não é exagero), eu descobri que a banda é ótima mesmo, após ver o show, será chover no molhado acrescentar adjetivos aqui, a começar pelo guitarrista André Doty, que toca de uma forma simples e competente, com um talento de dar inveja tamanha é a qualidade que esse “pia” consegue colocar nas musicas, o insano baterista Leo Ehrlich (ex-Hereges), que antes mesmo de começar o show dos Tickets, já bailava delirante pela pista do Porão, mostrando ser alguém muito peculiar, e mesmo com sua pequena estatura, mostra uma presença por detrás dos pratos incrível, Renan Santos, que apresenta alguns “cacoetes” dos guitarristas dos anos 2000, como tocar com a guitarra na altura do peito, e aparentar displicência, mais só aparentar, pois é perceptível que ele ta dando o melhor de si, e sua voz diferente que se encaixa de uma forma tão boa nas musicas, que se destaca tanto quanto seus riffs, algo em comum entre o André e o Renan é que ambos tocam guitarra como se estivesse masturbando uma garota tentando levar ela a loucura, tamanha a maestria cm que tocam as guitarras (não resisti a metafora) o baixista Rodrigo Padin que mesmo com poucos meses na banda mostra segurança e pericia, a banda que começou o que eu já sabia ser um grande show de rock.

O show foi sensacional, sem exagero, pouca gente ficou pra ver um dos melhores shows do ano no Porão, começando com Praiana” que não conhecia, e gostei muito, indo pra ótima “Metrotech” que tem um riffs que faria qualquer Monkey vibrar (formidável mesmo), e com o melhor vocal de todas as musicas, depois seguindo com “Blues do Navio em Chamas” e passando para “Chantilly” que é uma das melhores musicas que ouvi nos últimos tempos, e que ao vivo não perdeu sua beleza, conseguindo ser a melhor síntese da banda, que vai do autentico, com as “velhas” guitarras do New Rock (perceba o paradoxo), o fetiche, um inglês sem erros e os dois vocais fielmente sincronizados, o cover do sempre bem vindo Johnny Rivers “Secret Agent Man”, outra ótima canção “Garota do Sul”, “Cherazade Blues” essa musica que o Renan me confessou ter terminado há poucas horas, e prova disso foi ele colando a letra no palco pra não se perder, e lembro vagamente do que dizia, mais não esqueço o ritmo do baixo e principalmente da guitarra insana, “O Marujo” outra musica própria, e com uma ótima pegada, e confesso ser uma pena não poder conferi-la gravada em um estúdio, indo para "Help!" dos Beatles, "Teenage Kicks", e passando por “Anos 90” que é muito melhor acompanhada com as guitarras do que a versão acústica do Myspace, e terminando com “Tony” musica que encheu minha boca de dentes, não esperava que ela ficasse tão melhor ao vivo, algo como ouvir The Who ou Doors, cheirando a nostalgia, a alternância do novo rock com seus riffs curtos, e o clássico, consistente, elegante, é onde me remete o ritmo dessa musica, eram umas 03:00 da matina quando os guris começaram a tocar os covers do Beatles e o publico que teve o privilegio de ficar até o final pode subir no palco e cantar com eles como quisessem, Renan foi pra bateria e um cara que subiu no palco acabou tocando guitarra, e uma guria que cantou algumas musicas, foi assim que se finalizou um dos melhores shows, que poucos em Curitiba viram (infelizmente), mais que provou o quando o rock independente tem em qualidade, talento a autenticidade (note como usei essa palavra pra banda), o que fez minha noite ser muito agradável, e mesmo com a dificuldade conhecida de se viver da musica hoje em dia, fico feliz, pois os que estavam ali saíram satisfeitos como eu.